Este artigo foi publicado pela primeira vez no Deythere.
- O que são Sidechains em Blockchain?
- Como funcionam as Sidechains?
- Quais são os benefícios das Sidechains?
- Quais são os riscos das Sidechains?
- Como funcionam na prática as Sidechains e os Two-Way Pegs?
- Principais tipos de Sidechains
- Como Drivechain, SmartBCH e Polygon exemplificam modelos diferentes
- Conclusão
- Glossário
- Perguntas Frequentes
- Por que sidechains são importantes?
- Como funcionam as sidechains?
- Quais tipos de sidechains existem?
- Quais são os benefícios?
- Quais são os riscos?
- Fontes
Sidechains em blockchain estão se tornando uma inovação importante para melhorar a velocidade, conectar diferentes redes e testar novas ideias no mundo das criptomoedas.
Essas redes conectadas funcionam junto com as blockchains principais, tornando mais fácil mover ativos, completar transações rapidamente e experimentar novos recursos de forma segura, sem afetar a blockchain principal.
À medida que mais pessoas procuram soluções blockchain mais rápidas e flexíveis, as sidechains estão ganhando atenção de desenvolvedores, investidores e especialistas.
O que são Sidechains em Blockchain?
Sidechains são blockchains separadas que se conectam a uma blockchain principal, chamada mainnet. Elas existem para dar à rede principal mais ferramentas e capacidades, tornando-a mais rápida e flexível. Elas também tornam as transações mais simples, fazendo com que mover ativos leve menos tempo e custe menos.
Ao mesmo tempo, as sidechains oferecem aos desenvolvedores um espaço seguro para testar novas ideias e recursos. Isso permite testar mudanças ou melhorias sem arriscar a segurança ou as operações diárias da blockchain principal. Geralmente existem dois tipos de sidechains.
Sidechains independentes funcionam ao lado da blockchain principal em igualdade de condições. Elas frequentemente têm seus próprios tokens e operam com suas próprias regras. Sidechains parent-child funcionam de forma diferente. Elas dependem da blockchain principal para seus ativos e não criam seus próprios tokens.
Em vez disso, elas recebem ativos através de transferências da blockchain principal. Esses dois tipos de sidechains são conectados por sistemas como two-way pegs, que permitem que os ativos se movam de forma segura entre a blockchain principal e a sidechain.
Pense no two-way peg como uma ponte para moedas digitais. Quando você move tokens da blockchain principal para uma sidechain, eles ficam bloqueados na rede principal enquanto a mesma quantidade fica disponível na sidechain.
Se você quiser movê-los de volta, o processo simplesmente se inverte. Isso permite que os ativos se movam entre as redes de forma segura, sem risco de duplicação ou perda.
Como funcionam as Sidechains?
Sidechains funcionam usando contratos inteligentes junto com pontes seguras entre blockchains. Os contratos inteligentes verificam se as transações estão corretas e garantem que as pessoas que as validam sejam honestas, prevenindo fraudes ou transferências travadas.
Por exemplo, se você quiser mover 1 BTC da rede Bitcoin para uma sidechain, você envia para um cofre especial na blockchain principal. A sidechain então libera a mesma quantidade para uso. Para mover de volta, o processo é apenas revertido.
Pontes que conectam sidechains à blockchain principal podem funcionar de diferentes formas, como Powpegs, SPV, sistemas federados ou colateralizados. Essas pontes não apenas movimentam ativos; elas também ajudam diferentes blockchains a trabalhar juntas.
Isso permite que os usuários enviem fundos ou tokens de uma blockchain para outra sem passar por exchanges centralizadas, evitando taxas extras e riscos de depender de terceiros.
Quais são os benefícios das Sidechains?
Sidechains aliviam parte da pressão sobre a blockchain principal, permitindo que ela funcione mais suavemente. Elas processam certas transações por conta própria, tornando tudo mais rápido e barato. Em redes movimentadas como Bitcoin e Ethereum, isso pode evitar congestionamentos e tornar o uso mais eficiente.
Sidechains oferecem aos desenvolvedores um espaço seguro para testar novas ideias. Mudar algo em uma grande blockchain com muitos usuários pode ser lento, pois todos precisam concordar. Com sidechains, os desenvolvedores podem experimentar contratos inteligentes e novas formas de operar a rede sem mexer na blockchain principal.
Essa liberdade ajuda a tecnologia blockchain a evoluir e testar novos recursos rapidamente. Sidechains distribuem atividades entre diferentes blockchains. Elas conectam redes separadas, facilitando o acesso a vários ativos. No DeFi, esses ativos conectados permitem empréstimos, negociações e trocas entre redes, criando um sistema cripto mais flexível e integrado.
Quais são os riscos das Sidechains?
Mesmo com todos os benefícios, as sidechains têm algumas desvantagens. Um grande problema é a segurança. Como cada sidechain gerencia sua própria segurança separadamente da blockchain principal, problemas na sidechain geralmente não afetam a rede principal.
Porém, isso significa que sidechains menores ou menos ativas podem ser alvos fáceis para ataques. Outro desafio é garantir que as pessoas realmente mantenham a segurança das sidechains. Miners normalmente recebem recompensas em tokens da blockchain, mas se a sidechain não tiver seus próprios tokens, há pouco incentivo. Isso pode tornar essas sidechains mais vulneráveis.
A confiança também é um ponto importante. Apenas porque um ativo está em uma sidechain não significa que ele esteja tão seguro quanto na blockchain principal. Por exemplo, Bitcoin movido para uma sidechain não recebe o mesmo nível de proteção que na rede Bitcoin principal.
Validadores são essenciais para manter as sidechains funcionando bem. Se não fizerem seu trabalho corretamente ou agirem de forma desonesta, transações podem travar ou ativos podem ser movidos fraudulentamente. Qualquer usuário precisa estar ciente desses riscos antes de usar uma sidechain.
Como funcionam na prática as Sidechains e os Two-Way Pegs?
O coração das sidechains é o two-way peg. Ele é o elo técnico e econômico entre a mainnet e a sidechain. Normalmente, o usuário envia tokens para um endereço específico na blockchain principal. Esses tokens ficam bloqueados e não podem ser usados.
Quando o bloqueio é confirmado, a mesma quantidade de tokens é liberada ou criada na sidechain. Para voltar, o usuário queima ou bloqueia a versão da sidechain e desbloqueia a original na mainnet. Contratos inteligentes garantem que tudo funcione de forma justa.
Antes de mover os tokens, o sistema verifica se eles realmente estão bloqueados na blockchain principal. Ele também monitora as pessoas que gerenciam o processo, evitando fraudes. Sistemas centralizados podem simplificar o processo, mas introduzem riscos adicionais de custódia e confiança.
Modelos avançados buscam minimizar a necessidade de confiança, fazendo com que o two-way peg funcione como um túnel controlado que permite que o valor viaje em ambas as direções sem depender de um único guardião.
Principais tipos de Sidechains
O primeiro tipo é independente. Cada blockchain tem seu próprio token, modelo de segurança e validadores ou miners. Elas são equivalentes entre si, com ativos podendo se mover por uma ponte, mas sem hierarquia entre elas.
O segundo tipo é parent-child. A blockchain principal fornece os ativos, e a sidechain filha não emite seu próprio token. Os usuários bloqueiam moedas na mainnet e recebem uma representação na filha. Para voltar, o token da filha é destruído ou bloqueado, e o original é liberado.
Esse modelo é usado para expandir as capacidades da blockchain principal, como adicionar contratos inteligentes ou permitir pagamentos mais rápidos e baratos, mantendo o valor vinculado à moeda original.
Como Drivechain, SmartBCH e Polygon exemplificam modelos diferentes
Drivechain é um exemplo claro do modelo parent-child com Bitcoin. Não emite nova moeda e depende totalmente de BTC bloqueados na blockchain principal, usando SPV e miners para validar transferências. A mineração combinada permite que miners do Bitcoin protejam Drivechain sem rodar um nó completo.
SmartBCH segue mais o modelo independente. Compatível com Ethereum Virtual Machine e ligada ao Bitcoin Cash, não emite moeda própria, mas oferece suporte a contratos inteligentes e blocos mais rápidos. Transfers entre BCH e SmartBCH usam SHA-Gate e validação de miners.
Polygon combina ambos os modelos. Criado em torno do Ethereum, usa Plasma para criar sidechains que periodicamente atualizam o estado na mainnet. Possui validadores próprios e token MATIC, funcionando como hub de escalabilidade e interoperabilidade.
Esses três exemplos mostram que sidechains podem ter designs variados, equilibrando independência, dependência da blockchain principal, segurança e experiência do usuário.
No dia a dia, sidechains ajudam pagamentos, liquidações, DeFi, jogos e NFTs a processar transações rápidas e baratas. Empresas e instituições também usam sidechains permissionadas para comprovar dados ou acessar pools de liquidez pública quando necessário.
Conclusão
Sidechains evoluíram de soluções teóricas para uma ampla ferramenta que reduz congestionamentos, permite experimentos direcionados e facilita a movimentação de ativos entre blockchains, mantendo conexão com redes principais.
Apesar das vantagens, há custos e complexidades de segurança. Analistas veem sidechains como parte de um conjunto maior de soluções de escalabilidade, incluindo rollups e canais de estado.
Para desenvolvedores, a questão é escolher o modelo certo de sidechain, segurança e peg. Para usuários, é entender quem ou o que sustenta a sidechain em que confiam seus ativos.
Glossário
Sidechain: Uma blockchain menor conectada à principal, que acelera transações e permite testes seguros.
Mainnet: A blockchain principal onde ativos e transações reais acontecem.
Two-Way Peg: Ponte segura que movimenta tokens entre mainnet e sidechain.
Independent Sidechain: Sidechain que funciona com suas próprias regras e tokens, ligada à mainnet.
Parent-Child Sidechain: Sidechain que depende da mainnet para ativos e não tem token próprio.
Perguntas Frequentes
Por que sidechains são importantes?
Sidechains tornam blockchains mais rápidas, ajudam desenvolvedores a testar recursos e permitem que diferentes blockchains trabalhem juntas.
Como funcionam as sidechains?
Elas usam contratos inteligentes e pontes seguras para mover ativos entre a blockchain principal e a sidechain sem riscos.
Quais tipos de sidechains existem?
Existem independentes, com tokens próprios, e parent-child, que dependem da blockchain principal e não possuem tokens próprios.
Quais são os benefícios?
Reduzem congestionamento, baixam taxas, aceleram transações e oferecem espaço seguro para testes de desenvolvedores.
Quais são os riscos?
Sidechains menores podem ser menos seguras, validadores podem agir mal, e ativos podem não ter a mesma proteção da blockchain principal.

